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Mais do que comemoração, 7 de maio é data de reflexão para a mineração

7 de maio, globalmente, reverencia a Mineração, celebrando o reconhecimento da atividade mineral como um dos pilares da civilização e cada vez mais é um momento de reflexão estratégica sobre o papel do setor na soberania nacional e no suprimento de matérias-primas essenciais para a indústria global.

Essa celebração anual destaca a necessidade de equilibrar a exploração das riquezas do subsolo com a preservação ambiental e a responsabilidade social, garantindo que o setor mineral continue a impulsionar o crescimento econômico e a competitividade do Brasil no cenário internacional pelas próximas décadas. O 7 de maio também é utilizado pelo setor para reafirmar o compromisso com a inovação tecnológica da Mineração 4.0 e com a segurança das operações, buscando o aprimoramento constante da relação com as comunidades mineradas.

Desse modo, a importância desta data mundial, para o Brasil, transcende os números de produção e faturamento e serve como plataforma para o debate sobre a mineração verde e a implementação rigorosa de práticas de governança ambiental, social e corporativa. A data ganha relevância especial diante da crescente demanda por minerais críticos, como o lítio, o cobre e o níquel, que posicionam o País como um protagonista fundamental na transição energética mundial e na fabricação de tecnologias de baixo carbono.

Alguns números

Internamente, a mineração responde por cerca de 4% da economia nacional conforme os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e do Ministério de Minas e Energia. Em 2025, o faturamento do setor mineral atingiu R$ 298,8 bilhões, um crescimento de 10,3% em relação aos R$ 270,8 bilhões registrados em 2024. Esse avanço foi impulsionado tanto pelo volume de produção quanto pela valorização de substâncias como o ouro e o cobre, além da estabilidade do minério de ferro, que permanece como o principal item da pauta mineral brasileira, respondendo por 52,6% da receita total.

No entanto, o Brasil, em âmbito mundial, também destaca-se nesse setor. Em 2025, o saldo da balança comercial mineral alcançou US$ 37,6 bilhões, o equivalente a 55% de todo o superávit comercial do Brasil no período. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria extrativa mineral teve um desempenho notável no último ano, com um crescimento de 8,6%, superando a média de outros segmentos industriais e atuando como um dos principais vetores para a alta de 2,3% do PIB total em 2025. Para o ano de 2026, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) já revisou as projeções de crescimento do PIB para 2%, citando justamente o avanço da extrativa mineral como um fator determinante para essa correção positiva.

O impacto fiscal e social do setor também compõe sua relevância macroeconômica. A arrecadação de tributos e encargos pela mineração somou R$ 103,1 bilhões em 2025, uma elevação de 10% frente ao ano anterior. A Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), o royalty do setor, totalizou R$ 7,9 bilhões, recursos que são distribuídos para estados e municípios mineradores para investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Além disso, o setor encerrou 2025 com a geração de mais de 8,3 mil novas vagas formais, totalizando aproximadamente 230 mil empregos diretos na indústria extrativa, excluindo os segmentos de petróleo e gás.

As perspectivas para a participação da mineração no PIB nos próximos anos são sustentadas por um plano de investimentos recorde de US$ 76,9 bilhões para o ciclo 2026-2030. Desse montante, US$ 21,3 bilhões estão destinados a projetos de minerais críticos e estratégicos, como lítio, níquel e terras raras, fundamentais para a transição energética global.

A indústria mineral brasileira continua apresentando desempenho sólido em 2026, especialmente na produção de metais que, segundo o Anuário Mineral da ANM, já representam mais de 80% do valor da produção mineral nacional, consolidando a importância estratégica do setor para a economia e para as metas de sustentabilidade global.