A Plataforma de Geoquímica do Serviço Geológico do Brasil (SGB), lançada em agosto de 2025, até abril de 2026, registrou mais de 300 mil acessos. A ferramenta reúne dados técnicos pré-competitivos gerados em projetos de campo e consolida informações estratégicas para a pesquisa científica e o desenvolvimento do setor mineral.
Em um contexto de expansão da inteligência artificial, bases de dados abertas ganham ainda mais relevância, ao alimentar sistemas que dependem de grandes volumes de informação para gerar análises, identificar padrões e apoiar decisões estratégicas. “Ferramentas de IA exigem conteúdo confiável e padronizado. Ao disponibilizar essa base geoquímica, o SGB fortalece o uso dessas tecnologias e amplia as possibilidades de pesquisas científicas e de prospecção mineral”, afirmou Marcelo Esteves Almeida.
As informações disponíveis na plataforma permitem saber quais elementos químicos estão presentes nos solos, nas rochas e nos sedimentos de uma região. Esses dados ajudam a identificar potencial mineral, compreender o ambiente, com aplicação em estudos, investimentos e políticas públicas.
A plataforma reúne dados de 212 projetos, com 177.397 amostras geoquímicas e 273.516 alíquotas. A disponibilização dessas informações reduz custos com novas campanhas de campo, análises laboratoriais e retrabalho técnico. Também amplia o acesso público a dados confiáveis e padronizados.
A ferramenta foi desenvolvida por pesquisadores do Departamento de Geologia (DEGEO), com apoio da Divisão de Geoquímica (DIGEOQ), da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), em parceria com a Divisão de Geoprocessamento (DIGEOP), da Diretoria de Infraestrutura Geocientífica (DIG).






